top of page
Buscar

Cultura Organizacional: O Motor Sutil da Transformação Empresarial

  • Foto do escritor: Marcos Thiele
    Marcos Thiele
  • 4 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura

Cultura Organizacional

A cultura organizacional é o alicerce sutil que define como as empresas operam, influenciando decisões, comportamentos e resultados. Segundo Edgar Schein, psicólogo organizacional e um dos principais estudiosos do tema, a cultura empresarial é formada por um conjunto de valores, crenças e práticas que guiam as interações e a tomada de decisão dentro das organizações. Mas até que ponto essa cultura é conscientemente moldada pelas lideranças ou apenas um reflexo de forças externas e internas?

No Brasil, Idalberto Chiavenato, especialista em administração de empresas, reforça que uma cultura bem estruturada pode impulsionar a estratégia empresarial. Contudo, é preciso questionar: as organizações realmente controlam sua cultura ou apenas reagem a um ecossistema dinâmico e imprevisível?


Como a Cultura Organizacional Define o Sucesso Empresarial

Schein propõe que a cultura organizacional se manifesta em três níveis:

  1. Artefatos visíveis: ambiente físico, linguagem e práticas observáveis.

  2. Valores compartilhados: princípios que orientam decisões e interações.

  3. Pressupostos inconscientes: crenças profundamente enraizadas e muitas vezes implícitas.

Cameron e Quinn, estudiosos do comportamento organizacional, classificam as culturas empresariais em quatro tipos principais:

  • Cultura de Clã: colaborativa, onde a empresa funciona como uma família.

  • Cultura de Adocracia: inovadora e voltada para experimentação.

  • Cultura de Hierarquia: estruturada, com processos bem definidos.

  • Cultura de Mercado: focada em resultados e competitividade.

A questão central é: essas definições capturam a complexidade real da cultura organizacional ou são apenas categorizações teóricas?


Google e Toyota: A Cultura como Diferencial Competitivo

Empresas como Google e Toyota demonstram na prática como a cultura organizacional pode ser um diferencial competitivo.

O Google construiu um ecossistema voltado para a inovação e autonomia. Em sua primeira fase de desenvolvimento,  seu ambiente de trabalho incentivava a criatividade, permitindo que os colaboradores dedicassem 20% do tempo a projetos paralelos, resultando em produtos como o Gmail e o Google Maps. A transparência e a horizontalidade eram pilares fundamentais, criando um ambiente colaborativo de atração e retenção de talentos.

Já a Toyota é um símbolo de eficiência e melhoria contínua. O "Toyota Production System" (TPS) , mais do que um conjunto de políticas, é um guia composto de princípios que sustentam e dão significado à sua cultura. No ocidente enfatizamos aspectos objetivos, como a eliminação de desperdícios e o aprimoramento constante dos processos. Porém uma análise mais cuidadosa mostra como a Toyota estabelece orientações claras em relação a aspectos subjetivos. Um bom exemplo é o Princípio que trata da importância do Kaizen (melhoria contínua), porém sempre subordinado ao Hansei (reflexão aprofundada sobre o contexto). 


Uma definição pragmática de Cultura Organizacional

Definimos Cultura de uma forma pragmática: Co-criação permanente de experiências  com significado compartilhado.

A Identidade é a essência de uma Organização, e a Cultura pode ser entendida como sua personalidade. Os atributos da identidade  orientam e condicionam o comportamento e hábitos das pessoas, definindo o “como” as pessoas fazem - ou não fazem - naquele grupo humano. Isto é continuamente observado, percebido, sentido em todo o ecossistema da organização na maneira como as relações se dão. Assim se forma o caldo de cultura de uma organização.

A Cultura não é fixa: caracteriza-se como um ente orgânico, vivo, em constante fluxo e desenvolvimento. É o aspecto mais sutil do sistema adaptativo complexo chamado organização.

A Cultura não é homogênea: a escala de uma organização determina diferentes grupos, camadas e redes. Esta diversidade é fundamental para prover vitalidade à Cultura. Entretanto há um núcleo de aspectos inegociáveis e críticos que formam o núcleo da Cultura. Este núcleo é comum a toda a organização. Em torno dele se organiza a diversidade.

Portanto a gestão da Cultura não se dá pela via do comando e controle, mas pela compreensão de sua natureza sistêmica, atuando por meio da indução em torno do núcleo.


Conclusão

A evolução da cultura, de modo coerente com a estratégia da organização, não é um projeto pontual, ou uma reengenharia de processos e rituais. Trata-se de uma jornada de longo prazo,  que só terá êxito quando capitaneada com propósito e dedicação autênticas por parte da liderança.

Quer entender como transformar a cultura da sua empresa de forma coerente com sua estratégia? Entre em contato pelo WhatsApp (11) 97205-8391.


 
 
 

Comentários


Todos os direitos reservados.

Criado com ♥ por Entrelinhas Marketing

bottom of page